Nos últimos sete anos, o Distrito Federal registrou um crescimento expressivo na oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O número passou de 386, em 2019, para 668 em agosto de 2025 — um aumento de 73%. A expansão fortalece a rede de atendimento a pacientes em estado grave e busca reduzir a pressão sobre o sistema público de saúde.
Expansão da rede
O crescimento foi viabilizado tanto pela abertura de novos leitos em hospitais da rede pública quanto pela contratação de vagas em hospitais privados, por meio de credenciamento. Atualmente, a Secretaria de Saúde do DF mantém convênios com instituições particulares para ampliar a capacidade de internação.
Além disso, um novo edital foi lançado para credenciar mais 113 leitos de UTI, incluindo unidades adultas, pediátricas e neonatais, reforçando a rede em diferentes frentes de atendimento.

Desafios permanecem
Apesar da ampliação significativa, a demanda continua elevada. Pacientes ainda enfrentam fila de espera por vagas em UTI, reflexo do envelhecimento da população e do aumento de casos que exigem tratamento intensivo.
A gestão também reconhece a necessidade de otimizar o uso dos leitos disponíveis, garantindo que apenas pacientes com necessidade real de terapia intensiva permaneçam nessas unidades. Isso envolve melhorar a integração entre diferentes níveis de atenção e fortalecer programas de atendimento domiciliar e cuidados intermediários.
Impacto para a população
O salto de 73% na oferta de UTIs representa um avanço importante na estrutura de saúde do DF, oferecendo mais condições de salvar vidas em situações críticas. No entanto, especialistas alertam que a expansão precisa ser acompanhada por investimentos contínuos em recursos humanos, capacitação de equipes e modernização de equipamentos, para que o atendimento seja eficiente e sustentável a longo prazo.
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