A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, imagens de câmeras de segurança que detalham os últimos momentos da corretora Daiane Alves Souza antes de ser assassinada. O principal suspeito, Cléber Rosa de Oliveira, que exercia a função de síndico em um dos prédios onde a vítima atuava, foi preso e confessou o crime. O registro visual foi peça-chave para desmentir as versões iniciais do agressor, mostrando o exato instante em que ele rendeu a profissional sob ameaça, conduzindo-a para fora do alcance de testemunhas.

Segundo o relatório oficial da perícia, o crime foi meticulosamente planejado com dias de antecedência. Cléber teria atraído a corretora para uma suposta vistoria em um imóvel vazio, utilizando-se da relação de confiança profissional que ambos mantinham. A investigação aponta que o síndico já havia monitorado a rotina de Daiane e escolhido um local isolado para o desfecho do plano. A motivação, de acordo com os depoimentos colhidos, estaria ligada a desavenças financeiras e uma tentativa de encobrir desvios de recursos do condomínio que a vítima estava prestes a descobrir.
O corpo de Daiane foi localizado por equipes de busca em uma região de mata densa, após 40 dias de desaparecimento que mobilizaram as redes sociais e as autoridades mineiras. O estado em que a vítima foi encontrada dificultou a identificação imediata, exigindo exames avançados de DNA e arcada dentária para a confirmação oficial. Durante o período em que a corretora esteve sumida, o suspeito chegou a prestar depoimentos falsos e a participar ativamente das conversas sobre o paradeiro dela, tentando desviar o foco da polícia.
A prisão preventiva de Cléber foi decretada após a Polícia Civil reunir provas técnicas robustas, incluindo o rastreamento do sinal de aparelhos celulares e a análise de resíduos encontrados no veículo do síndico. Para os investigadores, não há dúvidas de que ele agiu sozinho na execução, mas a polícia ainda apura se houve auxílio de terceiros na ocultação do cadáver. O caso gerou uma onda de indignação entre profissionais do setor imobiliário, que agora cobram protocolos de segurança mais rigorosos para atendimentos individuais em imóveis.
Atualmente, o detido responde pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Com a conclusão do inquérito prevista para os próximos dez dias, o Ministério Público deve apresentar a denúncia formal à Justiça, o que pode levar o réu a júri popular ainda este ano. A família de Daiane, que acompanhou de perto as buscas exaustivas, clama por justiça e por políticas públicas que protejam mulheres em exercício profissional contra a violência premeditada.