O universo cibernético de Tron retorna após mais de uma década com Tron: Ares, o terceiro filme da franquia.
Dirigido por Joachim Rønning, o longa-metragem busca atualizar a saga para a era da Inteligência Artificial.
A trama reinventa a premissa clássica: desta vez, é um programa de IA chamado Ares (Jared Leto) que é enviado do mundo digital, conhecido como a “Grade” (Grid), para o mundo real em uma missão perigosa. Isso marca o primeiro contato físico da humanidade com um ser de IA com potencial para existir no mundo físico.
A história acompanha a CEO de tecnologia Eve Kim (Greta Lee) enquanto ela se depara com Ares e as ambições por trás da corporação Dillinger, liderada por Julian Dillinger (Evan Peters), que busca usar essa nova tecnologia para fins militares.

Como esperado de um filme da franquia Tron, Ares é um banquete visual, O diretor de fotografia Jeff Cronenweth utiliza cores neon de forma vibrante e a estética futurista e “cyberpunk” é levada ao limite.
As cenas de ação, incluindo as icônicas batalhas de Lightcycles, são estilizadas e impressionantes, garantindo que o filme funcione como um verdadeiro espetáculo de cinema.

A trilha sonora original, assinada pela banda Nine Inch Nails, é um dos grandes destaques, misturando o estilo eletrônico e industrial com o legado musical da franquia, fornecendo a energia e a atmosfera necessárias para as sequências de ação.
O filme levanta questões contemporâneas e urgentes sobre a existência da Inteligência Artificial e o limite entre o humano e o digital, e Tron: Ares aprofunda esses temas com uma narrativa emocionalmente envolvente.

A atuação de Jared Leto como Ares, o programa de IA, é apropriada, já que o ele (na minha opinião) é referência em “atuação robótica”, então indiretamente se conectou com o público por conta desse fato.
Em contraste, Greta Lee tem uma performance elogiada como a co-protagonista, Eve Kim.
A premissa intrigante sugere um “soft-reboot”, uma continuação do universo (com um bem-vindo cameo do lendário Jeff Bridges), o enredo recria o clima aventuresco que se tornou legado da franquia.

O filme tem um rito ritmo dinâmico e consegue amarrar suas pontas soltas de forma satisfatória.
Tron: Ares é uma jornada visual obrigatória para quem aprecia ficção científica com efeitos especiais de ponta e um design de produção impecável.

Prepare-se para uma experiência de forma e conteúdo, a ambição de discutir a complexa era da IA é adicionada a um clima de aventura da Sessão da Tarde, que sempre foi a proposta dos filmes anteriores.
Vá ao cinema pelo visual, a ação e a trilha sonora eletrizante.
NOTA 5/5