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Sururina‑da‑serra: por que ela tem sido comparada ao extinto dodô

4 de dezembro de 2025

Pesquisadores anunciaram recentemente a descoberta de uma nova ave amazônica, batizada de sururina-da-serra (nome científico Tinamus resonans), encontrada exclusivamente no topo da Serra do Divisor na divisa entre o Acre e o Peru, em regiões de altitude entre 300 e 500 metros.

A comparação com o dodô veio da combinação de características que a sururina apresenta: o comportamento extremamente pacato em relação aos humanos ela permite aproximações sem medo e não tenta fugir, o habitat isolado e a ausência de predadores naturais no alto da serra.

No topo da serra, a ausência de predadores como onças, raposas ou gatos-do-mato levou essa ave a nunca desenvolver instintos de fuga ou defesa. Diferente da maioria dos inhambus, que se escondem ao menor ruído, a sururina-da-serra simplesmente ignora a presença humana, comportamento que lembra justamente o do dodô, que vivia sem temor nas ilhas onde habitava

até a chegada de colonizadores.

Além disso, o fato de viver em um “refúgio natural” bastante restrito, sem dispersão para outras áreas, e de não reconhecer humanos como ameaça, coloca a ave em uma situação de risco elevado da mesma forma que o dodô foi vulnerável quando espécies invasoras chegaram ao seu habitat original.

Por fim, a descoberta da sururina-da-serra revela como habitats isolados e pouco perturbados podem abrigar espécies únicas mas também mostra quão frágeis essas espécies podem ser diante de mudanças ambientais ou humanas. Cientistas responsáveis pela descrição alertam que qualquer impacto desmatamento, mudança climática, extinção de habitat poderia comprometer seriamente a sobrevivência dessa ave; a analogia com o dodô serve como um alerta histórico.

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