O DREX, sigla para Digital Real X, é o nome da moeda digital que o Banco Central está desenvolvendo.
Trata-se de uma CBDC (Central Bank Digital Currency) ou seja, uma moeda digital oficial, emitida e controlada pela autoridade monetária, com o mesmo valor do real físico que usamos no dia a dia.
A ideia não é substituir o dinheiro em espécie nem transformar o sistema bancário em algo completamente novo. O objetivo é criar uma versão digital do real, mais moderna, segura e adaptada à economia digital que já cresce em ritmo acelerado no país.

Como o DREX vai funcionar na prática?
Base em blockchain As transações serão registradas em uma tecnologia de registro distribuído (DLT), semelhante ao blockchain usado em criptomoedas. A diferença é que, em vez de ser descentralizado e sem dono, o sistema será totalmente controlado pelo Banco Central, com regras de segurança e supervisão. Isso permite a utilização de contratos inteligentes (smart contracts): programações automáticas que executam uma transação quando certas condições forem cumpridas. Exemplo: comprar um carro e, no mesmo instante em que o valor é transferido em DREX, a propriedade do veículo passa automaticamente para o comprador. Acesso por meio de bancos e instituições financeiras O cidadão não terá uma conta diretamente no Banco Central. Para usar o DREX, o cliente precisará acessá-lo por intermédio dos bancos, fintechs ou cooperativas que aderirem ao sistema. Na prática, o saldo em DREX ficará disponível no aplicativo do seu banco, como hoje acontece com o PIX. Circulação gradual O projeto está em fase piloto, com testes envolvendo algumas instituições financeiras. A previsão é que o DREX comece a ser disponibilizado para a população a partir de 2025 ou 2026, dependendo do ritmo de adaptação e da aprovação do marco legal.
O que muda para a população?
O cidadão comum pode pensar: se já existe o PIX, para que mais uma ferramenta? A diferença é que o PIX é apenas um meio de pagamento, enquanto o DREX é uma nova forma de dinheiro.

Principais impactos previstos:
Pagamentos instantâneos e seguros Assim como o PIX, as transações serão imediatas. A diferença é que, com o DREX, haverá possibilidade de programar contratos e automatizar processos, dando mais segurança em negócios complexos. Inclusão financeira Pessoas que hoje têm dificuldade de acesso a serviços bancários poderão contar com carteiras digitais em DREX, facilitando o ingresso no sistema financeiro oficial. Redução de custos Como não há necessidade de imprimir cédulas, transportar e armazenar dinheiro físico, o sistema reduz gastos públicos e também pode baratear tarifas bancárias. Segurança contra fraudes Transações digitais rastreáveis ajudam a reduzir fraudes, golpes e lavagem de dinheiro. Inovação em produtos financeiros O DREX abre espaço para novas modalidades de investimento, tokenização de ativos (como imóveis e títulos) e negociações automatizadas.
O que o DREX não é
Não vai acabar com o dinheiro em espécie O Banco Central já garantiu que cédulas e moedas vão continuar circulando normalmente, atendendo à população que ainda depende do uso físico do dinheiro. Não é uma criptomoeda privada Diferente do Bitcoin, que não tem um emissor central, o DREX será emitido e fiscalizado pelo Banco Central, com garantia de equivalência ao real. Não serve para monitorar a vida financeira das pessoas O sistema seguirá as leis de sigilo bancário e a LGPD. O Banco Central reforça que a privacidade dos dados será preservada, mesmo com a rastreabilidade das operações.
Segurança cibernética Por ser um sistema 100% digital, o DREX será alvo de tentativas de ataque. O BC terá de garantir blindagem tecnológica contra invasões. Centralização O fato de todo o sistema ser controlado pelo Banco Central pode gerar críticas sobre excesso de poder estatal no controle do dinheiro. Marco legal em construção O Senado discute mudanças legislativas para regular contratos inteligentes e a moeda digital. Esse ajuste jurídico será fundamental para dar segurança a cidadãos e empresas.
Linha do tempo do DREX
2020-2022 → Discussões iniciais e criação do projeto no Banco Central. 2023-2024 → Definição do nome DREX e início dos testes piloto. 2025-2026 → Previsão de início da disponibilização gradual ao público.
O DREX é a evolução do real para o ambiente digital, trazendo velocidade, segurança e inovação para transações financeiras.
Ele não substitui o dinheiro físico, mas complementa o sistema já existente, prometendo transformar contratos, pagamentos e negociações no Brasil.