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Distrito Federal mantém alta eficiência na localização de pessoas desaparecidas em 2025

20 de outubro de 2025

O Distrito Federal segue como referência nacional no enfrentamento de casos de pessoas desaparecidas, com 94% dos registros solucionados entre janeiro e setembro de 2025. Em 2024, o índice anual havia chegado a 98%, consolidando a eficácia das políticas públicas da região.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP‑DF), o sucesso decorre de uma rede integrada de atendimento humanizado e de protocolos rápidos, que permitem ações imediatas assim que uma pessoa é dada como desaparecida.

O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destaca a importância da agilidade das famílias:

“A forma como a família age nas primeiras horas pode definir o desfecho do caso. Por isso, pedimos que o registro seja feito imediatamente e da maneira mais completa possível. Não espere 24 horas.”

Entre janeiro e setembro de 2025, foram registrados 1.666 casos, com 1.573 pessoas localizadas. O tempo médio para registro foi de 93 horas e 20 minutos. O perfil das vítimas mostra que 64% são homens e 36% mulheres, sendo 43% entre 30 e 59 anos e 24% menores de idade. As regiões administrativas com maior número absoluto de ocorrências foram Ceilândia, Planaltina, Brasília e Samambaia, com maior incidência às sextas, sábados e domingos.

A primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, reforça:

“O percentual de localização acima de 90% é resultado de um trabalho integrado e de uma política pública sólida, que coloca cada vida como prioridade. O programa demonstra que, com união e comprometimento, é possível transformar dor em reencontros e esperança.”

Rede de atendimento e iniciativas

O resultado é fruto de um sistema integrado de atendimento, com ações coordenadas entre Polícia Civil, Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), e programas internos da SSP‑DF. Entre as iniciativas destacam-se:

Rede de Atenção Humanizada de Pessoas Desaparecidas, oferecendo suporte jurídico e psicológico às famílias; Protocolo Sinal de Busca Imediata, que compartilha rapidamente a imagem do desaparecido com mais de 30 órgãos do DF e outros estados; Participação do DF na Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pela SENASP.

A SSP‑DF reforça que o registro do desaparecimento deve ser feito imediatamente, incluindo informações completas como foto recente, características físicas, roupas usadas no momento, condições médicas ou emocionais e último local visto. A divulgação responsável deve ser realizada apenas em alinhamento com as autoridades policiais, pelo perfil oficial @desaparecidos_df.

Quando a pessoa é localizada, a atualização do boletim pela autoridade policial encerra formalmente a ocorrência, evita duplicidade de esforços e garante precisão nos dados, além de permitir a publicação oficial do reencontro pelo perfil institucional.

O Distrito Federal mantém, assim, um modelo de eficiência e humanização, assegurando que famílias tenham suporte e que cada caso seja tratado com prioridade e rapidez, transformando registros em histórias de reencontro e esperança.

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