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Ataques com drones da Rússia reconfiguraram a guerra na Ucrânia; Entenda

31 de agosto de 2025

Ataques com drones da Rússia transformam dinâmica da guerra na Ucrânia

Os recentes ataques com drones lançados pela Rússia estão reconfigurando o conflito na Ucrânia, impactando tanto a estratégia militar quanto a infraestrutura civil e a percepção internacional da guerra.

Drones: da ferramenta auxiliar à arma estratégica

O uso de drones evoluiu rapidamente. Antes considerados recursos auxiliares, tornaram-se armas centrais no conflito. A Rússia intensificou a produção do drone Shahed, fabricado localmente a baixo custo, cerca de US$ 70 mil por unidade, em comparação com os US$ 200 mil pagos anteriormente ao Irã. Estima-se que mais de 6 mil unidades sejam produzidas mensalmente. Além disso, drones como o ZALA Lancet têm sido empregados em ataques diretos a blindados e sistemas de radar ucranianos.

Impacto sobre civis e infraestrutura

Os ataques não atingem apenas alvos militares. Em 28 de agosto de 2025, um ataque em Kiev deixou pelo menos 15 mortos, incluindo quatro crianças, e 38 feridos. Edifícios residenciais e a missão da União Europeia na cidade também foram danificados. Infraestruturas energéticas têm sido alvo constante: em Odessa, um ataque deixou mais de 29 mil pessoas sem eletricidade.

Resposta ucraniana e escalada do conflito

A Ucrânia reagiu. Em junho de 2025, lançou a “Operação Teia de Aranha”, com 117 drones atingindo cinco bases aéreas russas e destruindo mais de 40 aeronaves. O país também investe no desenvolvimento de drones de longo alcance para atacar pontes e instalações militares em território russo.

Repercussões internacionais

Os ataques russos têm sido condenados internacionalmente e classificados por líderes europeus como atos de terrorismo, violando o Direito Internacional. A Rússia, por sua vez, justifica suas ações como retaliação a ataques ucranianos contra alvos militares russos.

O futuro da guerra

A presença crescente de drones no conflito ucraniano evidencia que guerras futuras serão cada vez mais tecnologicamente orientadas, com combates conduzidos por dispositivos não tripulados e mudanças profundas na geopolítica global.

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