ÚLTIMAS

Erika Hilton Assume Presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

12 de março de 2026

Em uma sessão marcada por intensos debates e articulações políticas, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, como a nova presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) da Câmara dos Deputados. A vitória ocorreu após uma votação apertada, refletindo a polarização ideológica que domina as comissões temáticas da Casa neste ano legislativo.

Crédito da foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Hilton, que já exercia a liderança da bancada do PSOL, obteve a maioria dos votos necessários após um acordo entre os blocos partidários de centro e esquerda. A eleição é considerada histórica por ser a primeira vez que uma mulher trans assume o comando de um colegiado voltado especificamente para a pauta feminina no Congresso Nacional.

Os Desafios e o Clima da Votação

A disputa pela presidência da comissão foi uma das mais acirradas desta legislatura:

  • Polarização: Grupos ligados à oposição tentaram barrar a candidatura de Hilton, defendendo nomes mais conservadores para o posto. Argumentavam que a pauta da comissão deveria focar exclusivamente em mulheres cisgênero, enquanto aliados da deputada defendiam uma visão de “feminismo interseccional”.

  • Agenda Legislativa: Sob a gestão de Erika Hilton, espera-se que a comissão priorize projetos relacionados à autonomia econômica das mulheres, combate à violência doméstica e políticas de saúde reprodutiva, além de pautas de proteção a mulheres em situação de vulnerabilidade.

  • Articulação Política: A vitória foi garantida após o apoio de parlamentares do governo e de partidos independentes, que viram na deputada uma figura capaz de dar visibilidade internacional aos trabalhos da Câmara.

Repercussão e Próximos Passos

Em seu primeiro discurso como presidente eleita, Erika Hilton enfatizou que a comissão será um espaço de diálogo, mas também de resistência contra retrocessos. “Esta presidência não pertence apenas a mim, mas a todas as mulheres brasileiras que lutam por dignidade, igualdade salarial e pelo direito de viver sem medo”, afirmou.

A oposição, por sua vez, prometeu manter uma vigilância rigorosa sobre os relatórios e projetos pautados pela nova presidente. O colegiado deve se reunir já na próxima semana para definir o calendário de audiências públicas e as prioridades para o primeiro semestre de 2026. A eleição de Hilton é vista pelo Palácio do Planalto como um avanço na pauta de direitos humanos, enquanto críticos temem que a comissão se torne um palco para disputas puramente identitárias.

Rolar para cima