A escalada de violência contra manifestantes no Irã colocou o governo de Donald Trump em estado de alerta máximo neste início de 2026. Em um pronunciamento oficial realizado nesta segunda-feira (12), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que o governo americano está analisando seriamente o uso de ataques aéreos como resposta à brutalidade do regime de Teerã. Segundo Leavitt, o presidente já demonstrou em momentos anteriores que não hesita em acionar o poderio militar quando linhas vermelhas são cruzadas, reforçando que o Irã está ciente da disposição dos Estados Unidos em intervir.

A tensão disparou após relatórios indicarem que o número de mortos nos protestos, iniciados no final de 2025 devido à crise econômica, já ultrapassou a marca de 500 pessoas, com mais de 10 mil prisões efetuadas. O governo iraniano impôs um apagão digital severo para conter a organização dos atos, mas fontes de inteligência e organizações de direitos humanos relatam execuções em massa e violência generalizada. Donald Trump, por meio de suas redes sociais, afirmou que o povo iraniano busca por “liberdade como nunca antes” e que os EUA estão “prontos para ajudar” caso as mortes de civis continuem.
Apesar das ameaças de intervenção, a diplomacia ainda não foi totalmente descartada. Trump revelou a jornalistas a bordo do Air Force One que autoridades iranianas entraram em contato demonstrando interesse em negociar um novo acordo nuclear. No entanto, o líder republicano foi enfático ao declarar que uma ação militar pode ser necessária antes mesmo de qualquer reunião ocorrer, especialmente se o regime persistir no que ele chamou de “governo pelo terror”. A estratégia americana foca em atingir alvos que “causem dor” ao regime, como centros de comando e infraestrutura de segurança, sem necessariamente envolver tropas em solo.
Do outro lado, a reação de Teerã foi imediata e agressiva. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou que qualquer incursão norte-americana transformará bases militares dos EUA na região e territórios aliados em “alvos legítimos” de retaliação. O clima de hostilidade também gerou instabilidade nos mercados globais, com companhias aéreas cancelando voos internacionais para o Irã e o preço do petróleo sofrendo variações bruscas diante da possibilidade de um conflito de larga escala envolvendo as principais potências do Golfo Pérsico.
O cenário para os próximos dias depende do balanço entre as pressões internas no Irã e a resposta coordenada do Ocidente. Enquanto os Estados Unidos discutem o envio de terminais de internet via satélite para furar o bloqueio informativo do regime, o Pentágono mantém planos de contingência atualizados hora a hora. A comunidade internacional observa com cautela, ciente de que 2026 começa com o mundo perigosamente próximo de um confronto direto que pode redefinir o equilíbrio geopolítico de toda a região.