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ANÔNIMO 2 – Quando “Férias Frustradas” encontra “Kill Bill”

25 de agosto de 2025

Anônimo 2 (Nobody 2), dirigido por Timo Tjahjanto e estrelado por Bob Odenkirk, é a aguardada sequência do sucesso de ação de 2021, que surpreendeu pela combinação de humor, violência estilizada e a performance carismática de Odenkirk como Hutch Mansell, um ex-assassino tentando levar uma vida suburbana.

Lançado nos cinemas em agosto de 2025, o filme mantém a essência do original, mas abraça um tom mais exagerado e cômico, com resultados que dividem opiniões, mas entregam uma experiência divertida para fãs do gênero.

Quatro anos após os eventos do primeiro filme, Hutch Mansell (Bob Odenkirk) continua lidando com seu passado violento enquanto tenta manter a fachada de pai de família. Ainda devendo 30 milhões de dólares à máfia russa, ele aceita missões de assassinato para quitar a dívida, o que o afasta de sua esposa Becca (Connie Nielsen) e dos filhos. Para reacender a conexão familiar, Hutch leva a esposa, os filhos e seu pai David (Christopher Lloyd) para uma viagem a Plummerville, onde passou férias na infância com seu irmão Harry (RZA), em um parque temático aquático. O que deveria ser um momento de lazer se transforma em caos quando um confronto com valentões locais atrai a atenção de uma rede criminosa liderada pela insana e sanguinária Lendina (Sharon Stone), além de um operador corrupto de parque e um xerife duvidoso.

A trama é simples e serve como um fio condutor para as sequências de ação. Embora seja previsível e recicle elementos do primeiro filme, como o passado secreto de Hutch e conflitos com criminosos, a história não pretende ser profunda, focando em entregar entretenimento puro com um toque de humor absurdo.

Bob Odenkirk brilha novamente como Hutch, trazendo carisma e credibilidade a um personagem que transita entre o homem comum e o assassino letal. Sua habilidade de mesclar humor com intensidade nas cenas de ação é um dos pontos altos do filme. Connie Nielsen tem um papel mais relevante como Becca, explorando as tensões no casamento, mas os filhos e outros personagens secundários, como o de Christopher Lloyd, acabam subutilizados, com tempo de tela que nem sempre contribui para a história. Sharon Stone, como a vilã Lendina, entrega uma performance exagerada que alguns acham caricata, remetendo a vilões de filmes de ação dos anos 80, enquanto outros a consideram um destaque memorável. RZA e Colin Hanks também agregam ao elenco, mas seus papéis são menos desenvolvidos.

Timo Tjahjanto, conhecido por seus filmes de ação traz uma abordagem mais estilizada e exagerada em comparação com o tom mais pé no chão do primeiro filme, dirigido por Ilya Naishuller. As cenas de ação são o coração de Anônimo 2, com coreografias criativas que transformam um parque temático em um playground mortal. No entanto, alguns críticos notam que os cortes rápidos e a câmera muito próxima em algumas sequências dificultam a visualização clara dos combates, ao contrário do primeiro filme, que tinha uma abordagem mais nítida. Ainda assim, a violência estilizada, com um toque cartunesco, e o humor ácido mantêm o público entretido. O filme abraça uma vibe de ação dos anos 80, o que o torna um deleite para fãs de produções como Duro de Matar ou Comando.

Anônimo 2 é uma sequência que entrega exatamente o que promete: ação frenética, humor absurdo e Bob Odenkirk em grande forma. Embora não supere o frescor do primeiro filme, é uma ótima pedida para fãs de filmes de ação descompromissados. A direção de Tjahjanto injeta energia e criatividade, tornando o filme uma divertida “farofada” que abraça o exagero. Se você gostou do primeiro Anônimo ou curte filmes como John Wick com um toque cômico, vale a pena conferir nos cinemas a partir de 21 de agosto de 2025 no Brasil.

Nota: 5/5 – Um filme de ação divertido.

Perfeito para uma sessão despretensiosa.

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