Um levantamento recente acendeu o alerta: as fraudes com biometria facial cresceram 28% no Brasil em apenas um ano. No total, foram 2,3 milhões de casos registrados em serviços digitais, bancos e aplicativos financeiros.
O dado mostra que os golpistas estão explorando cada vez mais as brechas na validação por imagem, método que deveria ser uma das barreiras mais seguras contra fraudes.

De acordo com especialistas do setor de segurança digital, o maior número de tentativas acontece em serviços bancários e aplicativos de crédito. Além disso, e-commerces e plataformas de delivery também registraram aumento no uso de biometria clonada ou manipulada.
O uso de inteligência artificial para criar “deepfakes” tem sido um dos recursos preferidos dos fraudadores, dificultando ainda mais a detecção manual.
Consequências para consumidores
Na prática, as vítimas acabam tendo contas invadidas, cartões solicitados em seu nome e até empréstimos contratados sem autorização. Para piorar, muitos só descobrem o golpe quando recebem a cobrança.

Empresas do setor já reforçam os mecanismos de checagem, cruzando a biometria facial com outros dados, como geolocalização e histórico de navegação. Ainda assim, especialistas defendem campanhas de educação digital e alerta constante para os consumidores.
O Brasil segue uma tendência mundial. Relatórios internacionais mostram crescimento semelhante em países como Estados Unidos e Índia, onde golpes digitais também migraram para ferramentas de reconhecimento facial.