O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, iniciou cortes em massa entre funcionários de diversas áreas, alegando baixa produtividade. A medida visa ajustar a estrutura do banco diante de um mercado cada vez mais digital e competitivo.
Fontes internas relatam que os desligamentos têm sido considerados surpreendentes pelos colaboradores. As metas de produtividade impostas são apontadas como rígidas e de difícil alcance, aumentando a insatisfação interna.

Sindicatos e representantes dos trabalhadores criticam a medida e afirmam que a justificativa de baixa performance pode estar sendo usada de forma genérica para reduzir a folha de pagamento. O caso pode ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo nota oficial do banco, as demissões fazem parte de uma “gestão contínua de pessoas”, ajustando a equipe conforme a necessidade estratégica das áreas. O Itaú reforçou que não se trata de um programa formal de demissão em massa.
O movimento do banco expõe a tensão entre produtividade, lucratividade e condições de trabalho no setor financeiro. Com o crescimento das fintechs e a automação de serviços, os grandes bancos buscam equilibrar eficiência com redução de custos.
Analistas alertam que esses cortes podem afetar o clima organizacional e aumentar a rotatividade, impactando a qualidade do atendimento ao cliente. Por outro lado, a instituição busca manter sua liderança no mercado brasileiro e latino-americano.
O cenário reforça a necessidade de políticas claras de RH e estratégias de comunicação para minimizar conflitos e garantir transparência nas decisões. Para os funcionários, a busca por estabilidade e reconhecimento continua sendo um desafio.
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