O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que fossem adotadas medidas para a extradição de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tagliaferro se mudou recentemente para a Itália, e a solicitação visa que ele responda judicialmente pelos atos que teriam prejudicado investigações sobre ações antidemocráticas.

O pedido de Moraes foi formalizado em 14 de agosto. Na sequência, o Ministério da Justiça encaminhou a solicitação ao Ministério das Relações Exteriores, na quarta-feira (20), para que fosse feita a comunicação oficial ao governo italiano e o processo de extradição pudesse ter andamento.
Na quinta-feira (21), o Ministério da Justiça informou ao ministro que todas as providências necessárias para o andamento do pedido de extradição já estavam em curso, incluindo a preparação de documentos e fundamentação legal para a tramitação junto às autoridades italianas.
No dia seguinte, Tagliaferro foi denunciado ao STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a denúncia, ele teria atuado contra a legitimidade do processo eleitoral brasileiro e interferido em investigações relacionadas a atos antidemocráticos, configurando crimes que agora motivam o pedido de extradição.
A iniciativa reforça o esforço do STF e da PGR para responsabilizar agentes envolvidos em ações que possam comprometer a integridade do sistema eleitoral e a confiança nas instituições democráticas. O caso ainda depende de análise das autoridades italianas, que terão a palavra final sobre a extradição.
O andamento do processo será acompanhado de perto, dada a repercussão política e judicial, e representa mais um capítulo das medidas adotadas pelo Judiciário brasileiro para coibir tentativas de interferência indevida no funcionamento das eleições.