A modernização da frota de táxis começa a ganhar corpo em várias regiões do Brasil. Estados e municípios vêm criando programas de crédito, isenções e facilidades para que permissionários tenham acesso a veículos elétricos e híbridos, reduzindo custos operacionais e ampliando a sustentabilidade do setor.
No Distrito Federal, cerca de 3,4 mil taxistas poderão financiar até 80% do valor de um carro elétrico, com juros de 1,75% ao mês e prazo de até oito anos — período que acompanha a garantia das baterias. O financiamento, anunciado pelo GDF, ainda prevê carência de três meses para início do pagamento. A medida soma-se à isenção de IPVA já vigente para veículos elétricos e híbridos na capital.

No Paraná, o programa “Fomento Taxistas” garante financiamento para carros novos, incluindo modelos 100% elétricos. Os taxistas podem financiar até R$ 80 mil em até 72 meses, com juros entre 0,82% e 0,98% ao mês — valores bem abaixo das taxas praticadas no mercado. O estado também aprovou leis municipais, como em São José dos Pinhais, que isentam do licenciamento os táxis totalmente elétricos.
Já no Mato Grosso do Sul, os taxistas contam com isenção de ICMS na aquisição de veículos elétricos e híbridos, reduzindo significativamente o valor final de compra. Outras iniciativas semelhantes estão em debate em estados como o Tocantins, que avalia estender o benefício também a motoristas de aplicativos.
No plano nacional, projetos no Congresso sugerem ampliar o acesso a linhas de crédito federais, como o Pronampe, para financiar veículos de baixa emissão para taxistas. A ideia é que os incentivos ajudem a superar o principal entrave: o alto custo de aquisição.
Benefícios e desafios
A troca para veículos elétricos promete reduzir custos de operação — já que a eletricidade custa menos que combustíveis fósseis e a manutenção é mais barata —, além de diminuir as emissões poluentes nas cidades. No entanto, o preço ainda elevado e a falta de infraestrutura de recarga seguem como grandes desafios.
Especialistas avaliam que, se as medidas forem ampliadas, cidades brasileiras poderão se tornar referência em mobilidade limpa na América Latina, colocando os taxistas como protagonistas da transição energética.
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