O rapper Oruam publicou um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, afirmando que a tornozeleira eletrônica que deveria monitorar seus passos apresenta um defeito técnico grave. Nas imagens, o artista aparece tentando conectar o carregador ao dispositivo sem que o sinal de bateria seja ativado, alegando que o aparelho “simplesmente parou de funcionar” e não recebe carga. A postagem ocorre em um momento crítico, apenas dois dias após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o seu pedido de liberdade, o que tecnicamente o coloca na condição de procurado pela justiça por descumprimento de medidas cautelares e pela nova ordem de prisão.

A defesa do cantor sustenta que a falha no equipamento é real e que a tentativa de carregamento registrada em vídeo serve como prova de que não há intenção de fuga ou de burlar o monitoramento. Segundo os advogados, a interrupção do sinal de rastreamento teria sido causada exclusivamente pela pane no hardware, e uma petição já teria sido protocolada junto à Secretaria de Administração Penitenciária para a substituição imediata do item. No entanto, para as autoridades policiais, a divulgação do vídeo é vista com ceticismo e pode ser interpretada como uma estratégia para ganhar tempo e justificar o fato de o rapper não ter se apresentado após a decisão do STJ.
O imbróglio jurídico de Oruam se intensificou desde que o tribunal superior reavaliou as condições de sua soltura, entendendo que o artista teria violado restrições impostas anteriormente, incluindo a circulação em horários e locais não permitidos pela justiça. Com a revogação do habeas corpus, as forças de segurança foram orientadas a efetuar a prisão assim que o cantor fosse localizado, mas o paradeiro exato do artista permanece incerto, apesar de suas constantes atualizações nas redes sociais. A polícia ressalta que o monitoramento eletrônico é uma ferramenta de confiança e que qualquer problema técnico deve ser comunicado imediatamente pelos canais oficiais, e não apenas por postagens em perfis públicos.
Fontes ligadas à investigação indicam que a “pane” na tornozeleira coincide com o momento em que o mandado de prisão foi expedido, o que levanta suspeitas sobre uma possível manipulação deliberada do carregador ou do próprio sistema de bateria. Especialistas em segurança pública explicam que esses dispositivos possuem mecanismos de segurança que registram qualquer tentativa de violação física ou elétrica, e o histórico do aparelho passará por uma perícia técnica detalhada assim que for recuperado. Enquanto isso, o status de procurado do rapper dificulta sua agenda de shows e compromissos profissionais, já que qualquer evento público se torna um risco iminente de detenção.
A situação do rapper divide opiniões entre seus seguidores e críticos, reacendendo o debate sobre a eficácia do monitoramento eletrônico para figuras públicas de grande alcance. Enquanto fãs apoiam a versão de falha técnica, juristas alertam que o vídeo nas redes sociais não substitui a apresentação espontânea à justiça em caso de ordens judiciais vigentes. O desfecho do caso depende agora de uma eventual entrega do artista ou de uma operação policial para sua captura, o que poderá agravar ainda mais sua situação penal caso a perícia comprove que o defeito na tornozeleira foi simulado para ocultar sua localização geográfica.